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Funções do tesoureiro da igreja: o que faz, rotina e checklist do mês

O que faz o tesoureiro (ou a tesoureira) da igreja: as funções do dia a dia, o fechamento do mês, a prestação de contas, o repasse à sede, o que evitar e um checklist mensal.

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O tesoureiro da igreja tem três funções: guardar o dinheiro da igreja, registrar cada entrada e cada saída e prestar contas de tudo isso a quem o estatuto manda (normalmente o pastor, o conselho fiscal e a assembleia). O resto da rotina (contar ofertas, pagar contas, depositar, conferir o extrato) é o jeito de cumprir essas três funções sem deixar nada de fora.

Este guia é para quem acabou de assumir a tesouraria ou quer um roteiro claro. Vale para tesoureiro e tesoureira, na sede ou na congregação.

O que faz o tesoureiro da igreja

Em resumo, o tesoureiro é o responsável por fazer o dinheiro da igreja entrar registrado, sair autorizado e aparecer na prestação de contas. Na prática, isso se divide assim:

  • Guardar: o dinheiro fica na conta bancária da igreja (no CNPJ dela) ou, quando é espécie, em lugar seguro e por pouco tempo, até o depósito.
  • Registrar: cada dízimo, oferta, receita e despesa vai para o livro caixa, com data, descrição e valor.
  • Pagar: só as despesas autorizadas por quem pode autorizar, sempre com comprovante.
  • Prestar contas: todo mês, mostrar quanto entrou, quanto saiu e quanto sobrou, com os papéis que provam cada número.

Quem decide quanto a igreja gasta e com o quê é a liderança, conforme o estatuto. O tesoureiro executa, registra e mostra, e essa separação protege os dois lados.

O que exatamente cabe ao cargo (quem assina cheques, quem movimenta a conta, a quem a prestação de contas é apresentada, por quanto tempo é o mandato) está no estatuto e no regimento da sua igreja. Se houver dúvida sobre obrigações do CNPJ, quem orienta é o contador.

A rotina: as tarefas do dia a dia

1. Receber e conferir dízimos e ofertas, sempre com outra pessoa

Depois do culto, o dinheiro é contado por duas pessoas, nunca por uma só. As duas anotam o total numa folha de contagem (data, culto, dízimos, ofertas) e assinam. Não é desconfiança: é o que permite mostrar, a qualquer momento, que o valor lançado é o valor que entrou.

Separe desde a contagem o que é dízimo, o que é oferta do culto e o que é oferta com destino (missões, construção, uma campanha). Dinheiro com destino certo tem de ir para aquele destino.

Entradas por Pix e transferência também contam: confira no extrato e lance como as demais.

2. Lançar tudo no livro caixa

Cada entrada e cada saída vira uma linha no livro caixa, no mesmo dia ou, no máximo, na mesma semana. Se você ainda não tem um livro caixa organizado, o passo a passo está em como preencher o livro caixa da igreja, com um modelo grátis em Excel.

Se a igreja controla o dízimo por membro, essa lista fica num controle separado, com acesso restrito. É informação pessoal: o tesoureiro e quem o estatuto indicar podem ver, a assembleia vê os totais.

3. Guardar os comprovantes

Toda saída precisa de nota fiscal, recibo assinado ou comprovante de transferência. Numere os comprovantes (001, 002…), escreva o número no lançamento e guarde os do mês juntos. Sem comprovante, a despesa não tem como ser conferida.

4. Pagar só o que foi autorizado

Conta fixa (luz, água, aluguel) segue a rotina combinada. Despesa nova ou fora do comum precisa da autorização de quem o estatuto define, de preferência por escrito. Pague pela conta da igreja sempre que puder: o extrato vira mais um comprovante.

5. Depositar o dinheiro em espécie

Combine um dia fixo para depositar o que entrou em espécie (dinheiro guardado em casa por dias é risco) e guarde o comprovante junto da folha de contagem. O depósito não é entrada nova: é o mesmo dinheiro mudando de lugar.

6. Conferir com o extrato

Pelo menos uma vez por mês, compare o extrato do banco com o livro caixa: cada linha do extrato precisa ter um lançamento correspondente. Tarifas do banco também são saída. Diferença encontrada no mês se resolve em minutos; diferença de um ano inteiro, quase nunca.

O fechamento do mês

No último dia do mês (ou no primeiro do seguinte), o tesoureiro fecha o caixa:

  1. Some as entradas e as saídas do mês.
  2. Faça a conta: saldo anterior + entradas − saídas = saldo final.
  3. Confira o saldo final com o dinheiro de verdade: extrato do banco mais o que houver em espécie.
  4. Se não bater, procure a diferença. Nunca “ajuste” o número para fechar.
  5. Depois de fechado, o mês não é mais alterado. Se aparecer um erro, ele é corrigido com um lançamento novo, explicado no histórico.

O saldo final deste mês é o saldo anterior do próximo.

A prestação de contas

Com o mês fechado, o tesoureiro apresenta o relatório a quem o estatuto define: em muitas igrejas, o pastor e o conselho fiscal todo mês e a assembleia uma vez por ano. Um relatório de uma página resolve: saldo inicial, entradas por tipo (dízimos, ofertas, campanhas, outras), saídas por categoria, saldo final batendo com o extrato e os comprovantes numerados em anexo. A aprovação fica registrada em ata.

O modelo desse relatório e a rotina completa estão no guia de prestação de contas na igreja.

Quando a igreja é uma congregação: o repasse à sede

Em muitas igrejas com sede e congregações, a congregação envia à sede uma parte do que arrecada. Como esse valor é calculado (percentual sobre dízimos, sobre todas as entradas, um valor fixo) e em que prazo ele é enviado são regras da sua sede, não deste guia. O papel do tesoureiro da congregação é:

  • saber a regra por escrito;
  • calcular o repasse no fechamento do mês, a partir do livro caixa já fechado;
  • fazer a transferência pela conta da igreja e guardar o comprovante;
  • lançar o repasse como saída e mandar à sede o relatório do mês.

O que o tesoureiro não deve fazer

  • Misturar com a conta pessoal. Nem “só desta vez”. Dinheiro da igreja entra e sai pela conta da igreja.
  • Pagar sem comprovante. Se não há nota, peça um recibo assinado na hora.
  • Conferir sozinho. Contagem de ofertas e conferência do mês sempre com outra pessoa.
  • Pagar despesa que ninguém autorizou, mesmo que pareça óbvia.
  • Rasurar, apagar ou arrancar folha. Erro se corrige com lançamento novo.
  • Ser a única pessoa que sabe onde está tudo. Se o tesoureiro adoece ou viaja, a tesouraria não pode parar.

Quando o tesoureiro muda

A troca de tesoureiro é o momento de maior risco de perda de informação. Faça a passagem com calma e por escrito:

  1. Feche o último mês do tesoureiro que sai, com o saldo conferido com o extrato e com a espécie.
  2. Entregue o livro caixa (ou a planilha), os comprovantes, as folhas de contagem e os relatórios aprovados.
  3. Liste as contas fixas, os pagamentos pendentes e o que está a receber.
  4. Atualize no banco quem pode movimentar a conta, conforme o estatuto, e troque as senhas de acesso.
  5. Registre a passagem em ata, com o saldo entregue, assinada por quem sai, por quem entra e por quem presidiu.

Quem entra começa do saldo entregue. Quem sai fica com a ata que mostra que entregou tudo certo.

Checklist mensal do tesoureiro

  • Contagem de cada culto feita por duas pessoas, com folha assinada
  • Dízimos, ofertas e ofertas com destino lançados separados
  • Toda despesa com comprovante numerado e autorização
  • Dinheiro em espécie depositado no dia combinado
  • Extrato do banco conferido linha a linha com o livro caixa
  • Tarifas bancárias lançadas
  • Mês fechado: saldo anterior + entradas − saídas = saldo final
  • Saldo final batendo com banco + espécie
  • Repasse à sede calculado, pago e lançado (congregações)
  • Relatório do mês apresentado e aprovação registrada em ata
  • Comprovantes e relatório do mês arquivados juntos

Na prática: no El Shaday, o tesoureiro lança dízimos (por membro), ofertas, outras receitas e despesas com o comprovante anexado, e cada um tem acesso só à igreja dele. O caixa é por período e o fechamento trava os lançamentos daquele período; nas congregações, o repasse à sede sai calculado no fechamento. Os relatórios da prestação de contas já saem prontos: o Livro Caixa, com o saldo linha a linha, em PDF com as linhas de assinatura ou em Excel, além de Fluxo de Caixa, Demonstrativo e Dízimos e Ofertas. Você pode testar grátis por 14 dias, sem cartão.

Perguntas frequentes

Quem escolhe o tesoureiro da igreja?

Depende do estatuto. Em muitas igrejas, o tesoureiro é indicado pelo pastor ou eleito pela assembleia, às vezes como parte da diretoria. O que vale é o que o estatuto e o regimento da sua igreja dizem.

O tesoureiro pode pagar uma conta do próprio bolso e ser reembolsado depois?

Evite. Se acontecer, guarde o comprovante, registre o reembolso como despesa da igreja com autorização e faça o reembolso por transferência, nunca em espécie sem recibo.

Tesoureiro e conselho fiscal são a mesma coisa?

Não. O tesoureiro cuida do dinheiro e dos registros; o conselho fiscal (quando o estatuto prevê) confere o trabalho do tesoureiro e dá o parecer.

O tesoureiro responde pessoalmente por erros nas contas?

A responsabilidade formal segue o estatuto e a lei, e para isso a orientação de um contador ou advogado é o caminho. Na prática, o tesoureiro é o primeiro a quem perguntam. Contagem em dupla, comprovantes, extrato conferido e relatórios aprovados em ata são a melhor proteção.

Preciso de sistema para ser tesoureiro?

Não. Caderno ou planilha funcionam se o trabalho for feito todo mês. O sistema passa a fazer diferença quando mais de uma pessoa lança, quando há congregações ou quando montar a prestação de contas começa a tomar dias.

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